Transbordam as mãos
E a alma, vazia,
Traz-lhe a agonia
De que é artesão.
Quanto mais toma,
Menos em si existe:
A vida se faz triste,
Inflar que deforma.
Outro, não vê,
A si somente
Por dentro mente
Bem melhor ser.
A sua cura
Não imagina
Já se origina,
Nunca procura.
O seu destino
Amargo morrer
No lento perecer
Do seu desatino.